quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A confusão continua...

Como já tinha dito aqui antes, na primeira mensagem, considero-me uma pessoa confusa. Psicologicamente sou confusa, penso, penso, penso e penso demasiado nas coisas mesmo sem me afectarem a mim directamente. 
Sou confusa em relação aos meus gostos. Gosto de tudo e não gosto de nada. Tão depressa gosto de um certo tipo de comida como depois já é super diferente. Ora gosto de música calminha e horas depois posso estar a ouvir metal...sou confusa. 
Sou confusa em relação àquilo que sinto. Sou bipolar. Momentos de energia, de alegria, de histerismo e depois passo a uma pessoa deprimida que só têm é vontade de chorar.
Sou confusa em relação ao que faço. Quem me conhece do mundo das fics se calhar já percebeu que mudo muito rapidamente o rumo das histórias, que sempre que surgem ideias e personagens novas começo novas histórias. Não tenho escrito nada para as minhas fics já publicadas porque ando com outra a começar...sou super confusa. Eu sei.

Ainda agora actualizei o meu estado do Facebook:

Fod*-se que a sensibilidade nos meus olhos está no auge...parece que estão a cortar cebolas por aqui...

E disseram-me para desabafar, fi-lo e a pessoa em questão relembrou-me deste nosso cantinho. Às vezes esqueço-me que o criei...sempre escondi aquilo que sinto e continuo a faze-lo mesmo depois de ter decidido que não o ia fazer. 
Saudade, insegurança, medo, tristeza, pânico, desejos de dias melhores, desejos de quentinho, de miminho... - foi o que respondi, é aquilo que se passa. Uma confusão de tudo. 
Saudade de tudo e de todos. Insegurança porque irei tê-la sempre. Medo porque, apesar de ter na cabeça a frase "Não tenhas medo", irei sempre tê-lo. Tristeza...estou triste, sinto-me triste. Pânico! Tenho pânico de tudo o que pode acontecer. Desejos de dias melhores...acho que todos desejamos o mesmo. Desejos de quentinho. Sim, está frio, mas o meu coração é aquele que precisa de aquecer com mimo. Desejos de miminho porque há dias que ser pequenina e estar no colinho da mãe para adormecer seria o melhor. 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Eu?

Hoje vou dar-vos a conhecer um pouco mais de mim.
Estou quase a fazer 20 anos (faltam 3 meses...), mas ainda não me sinto com esta idade. Não senti diferença nenhum quando fiz os 18, ou os 19. Sempre fiz as mesmas coisas, cresci mas não senti mudanças drásticas, ou fiz algum tipo de promessa de que quando fizesse não sei quantos anos, fazia não sei que.
Estou no segundo ano da faculdade, de um curso que nem eu conhecia. Queria ser Educadora de Infância, mas esse sonho, por agora, está pendente. Entrei num curso mais abrangente, que nem eu sei bem o que me vai dar no futuro. 

Amo os meus. Mãe, Pai, Avó, Irmão, Amigos e os meus dois bebés (os meus cães). 
São família e fazem-me bem, são amigos como se fossem família e fazem-me bem. Partilhei (e partilho) momentos únicos com cada um. Não sou de dizer todos os dias a uma pessoa o quanto gosto dela...eu sinto-o mas não o digo. Às vezes, faz-me pensar que sou demasiado fria com essas pessoas, que sou demasiado concentrada...mas é a minha maneira de ser. Ando a aprender a mudar.
Não me recordo dos meus tempos de infância. Tenho pequenas memórias de sítios, cheiros, sabores e sons...mas não de pessoas. E queria tê-las...queria lembrar-me do meu Tio. A minha Mãe diz que ele gostava muito de mim e que eu adorava estar o dia inteiro junto dele. Queria lembrar-me disso, mas não sei porque não o consigo fazer. 

Adoro música. Faz-me sentir animada, faz-me chorar quando preciso, há umas quantas que me fazem dizer tudo a alguém mesmo que não se esteja a perceber. Artistas preferidos? Se tivesse de eleger um seria Rihanna. Adoro a maneira de ela ser: destemida, polémica, trabalhadora, linda. Existe imensa coisa em torno dela, mas isso fascina-me. Ela fala o que tem a falar, no momento, e quem gosta, gosta, quem não gosta...não gosta. E isso para ela...é bom. 
Mas há outros: Beyoncé, The Wanted, The Script, Pablo Álboran, Matt Pokora, Lana Del Rey, Demi Lovato...e outros. 

Gosto imenso de televisão. Séries, filmes, programas de culinária, de mudanças de visual, escolha de vestidos de noiva, organização de casamentos ou de mulheres que estão grávidas e não sabem. Gosto mesmo imenso de ver televisão. Tenho a minha série preferida do momento: Revenge. Se bem que gosto de outras como: The Vampire Diaries, The Originals, The Walking Dead, Modern Family ou Grey's Anatomy. 
Gosto de filmes que me façam chorar...e que me façam rir. Dear John, Titanic, A Melodia do Adeus, Thor (foge um pouco ao meu tipo, mas Chris Hemsworth...ninguém resiste). 

Gosto de futebol...uma coisa que surgiu à 6 anos, quando me apercebi que haviam jogadores bonitos xD
Começou por ser pelos jogadores, mas depressa comecei a gostar mesmo de ver os jogos, fosse de que equipa fosse. Não tenho clube. Não me sinto aficionada a um só clube. Sou do Sporting, do Benfica, do Real Madrid, do Manchester City, do AC Milan, do Paris Saint-Germain...da selecção portuguesa, da selecção espanhola, da selecção argentina, da selecção italiana...adoro tudo o que jogue bom futebol. 
Tenho os meus jogadores. São aqueles que mais me encantam, que me fazer apreciá-los pelas pessoas, pelo que jogam e pelo que demonstram fora das quatro linhas. São eles: Marcos Rojo, Ezequiel Garay, Miguel Veloso e Sergio Ramos.

Uma coisa que não consigo parar de fazer: escrever. Escrevo histórias, desabafos, mas sobretudo histórias. E isso está a mudar. O que começou por ser um hobbie está a tornar-se uma obsessão. Há mais de um mês que ando a ter montes de ideias para...acabar com tudo. Quem estiver a ler isto e que leia as coisas que escrevo, peço desculpa. 
Há mais de um mês que quero, simplesmente, apagar todos os blogs que ainda existem com as minhas histórias, quero despegar-me deste vicio, quero conseguir pensar no mundo real. Faz-me bem escrever, solto ideias que estão presas, ideias que surgem com o meu dia-a-dia, mas não sei há mais de um mês que tenho esta vontade de parar e acabar tudo. Mas, ao mesmo tempo, continuo a escrever. Sou confusa. Já o tinha dito. 
escrevo há três anos. E têm sido os melhores anos da minha vida. Conheci pessoas fantásticas, cresci enquanto pessoa, desenvolvi a minha forma de me expressar, quer seja na escrita ou na oralidade. Este meu lado trouxe-me novas vontade profissionais (jornalismo ou escritora), fez-me sonhar ainda mais e tentar concretizar esses sonhos. Serei eu capaz de...acabar?

Que mais posso dizer sobre mim? Ando cansada da faculdade, cansa as aulas e tudo o mais, mas estou a gostar. O meu dia-a-dia não é fácil. Como montes de pessoas, tenho aqueles problemas económicos, problemas com o meu corpo, com a minha autoestima...outra parte de mim que odeio...o meu exterior. Mas também já me habituei. Foi o que o meu Pai e a minha Mãe fizeram e só eu posso perder os quilos a mais e ser mais saudável. Dia 15 de Novembro vai começar a minha nova fase: perder peso. 

Qualquer pergunta que tenham para colocar podem fazê-lo. E, eu gostava, que me falassem de vocês. Se o quiserem, é obvio. Gostava de conhecer quem está desse lado. Beijos! 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A mulher que mais amo

    Costuma ser a primeira pessoa que conhecemos quando vimos ao mundo. No meu caso não foi bem assim. Conheço-a desde que era um feijãozinho e ela conhece-me a mim desde que me descobriu, mas quando nasci não fui para os braços dela.
    Simplesmente foram cuidar de mim e deixaram-na sozinha no bloco de partos. Conheci o meu pai e acho que uma avó, não me lembro. E só dez horas depois de nascer é que fui para os braços dela. Para o colinho da minha mamã que há tanto me conhecia, mas só naquele momento me agarrou. 
    E desde então é a mulher da minha vida. A mulher que mais amo. Conhece-me melhor que ninguém, sabe ver quando lhe estou a mentir, quando estou em baixo, quando estou feliz ou quando tenho algo para lhe contar. Como todas as mães, também consegue ser aquela chatinha de vez em quando...ou porque não arrumei as coisas, ou porque simplesmente me esqueci de algo. 
    Sempre sofreu. Teve uma vida complicada quando era pequena, mas encontrou pessoas que lhe deram aquele amor que outras não deram. Hoje continua a sofrer, tem aqueles problemas que a deixam triste, que a fazem chorar...e ver uma mãe a chorar é a pior coisa que nos podem fazer. É sentir que elas estão tristes mas mesmo muito tristes. 
    Ela é forte. É uma mulher muito forte, sempre percebi que o era. Hoje mais que ontem. Apesar de todas as dificuldades tenta sempre que nada me falta. Nem ao meu irmão. Somos os dois super sortudos por a ter na nossa vida. É a melhor mãe que podíamos ter. A melhor amiga que podia ter. A melhor "chefe" que comanda a nossa casa. Tem os seus defeitos e sei de coisas que me deixam triste, mas que ela não sabe que eu sei e...simplesmente não digo nada porque há coisas que sempre superam isso. 
    É a pessoa que mais amo no mundo. A mulher que mais admiro, a mãe que eu quero ser. Ela pode cometer os erros dela, mas será sempre o modelo de mãe que quero seguir. Quero, que por muitas que sejam os problemas, quero que os meus filhos contem comigo como eu conto com a minha mãe.

    AMO-TE MELHOR MÃE DO MUNDO!

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Sonhos #1

    Sonhar. Quem nunca sonhou? Não falo daquele sonhos quando adormecemos, mas daqueles que temos para a nossa vida. Eu tenho muitos sonhos, mas quero falar hoje da minha experiência à seis anos atrás. 
    Era ainda muito nova...na fase da adolescência. Mas acho que foi quando acordei para os meus sonhos, os meus objectivos. E tudo começou por aquelas paixões por jogadores de futebol, aquelas que ninguém liga e se fartam quando falamos disso. 
    Pois, mas eu não me farto de falar disso...ainda hoje. Os jogadores de futebol (alguns) são sexys, são determinados, têm uma força de vontade extrema, têm confiança neles próprios, são atletas mas mantém a sua vida pessoal e romântica estável em paralelo...e eu pergunto-me: poderei ser namorada de um jogador de futebol? Mesmo que seja daqueles da terceira divisão...eles têm qualquer coisa que eu admiro imenso nos rapazes. 
    
    Tive a minha primeira paixão à seis anos, ainda hoje existe aquele carinho tão especial por ele: Miguel Veloso. E acho que foi aí que a minha vida se começou a definir. Quando me sentia perdida ou confusa, refugiava-me "com ele" e tentava encontrar as minhas respostas. Ainda hoje o faço, não com ele, mas com outra pessoa. 
    Eu tenho ídolos, são jogadores de futebol, são tão mas tão perfeitos. Fazem-me sorrir quando mais ninguém o consegue fazer, fazem-me estar apaixonada todos os dias, fazem-me esquecer os problemas. Para muita gente que conheço isto é uma estupidez, eles são pessoas que "nunca" irei conhecer e que nem sabem da minha existência. Mas eles sabem, sabem que têm pessoas a apoiá-los, não sabem que eu sou uma delas, mas que faço parte. 
    Eles fazem-me sonhar. Fazem-me ter objectivos. 
    Não é que não tivesse sonhos se não tivesse ídolos, mas eles fazem com que eu lute por eles. Dão-me força. Podem achar uma estupidez pegada, mas é aquilo que eu sinto. 
    E hoje falo de um sonho em particular, noutra mensagem falarei de outros sonhos que tenho. Sonhar com um autógrafo deles, uma foto, um abraço, um beijinho...isso é um sonho. Vê-los é o pequeno passo para que se realize, ter o autógrafo deles foi uma forma de estar com eles, mas o resto...ainda está por concretizar. 
    Quando estive perto deles, há bem pouco tempo, um deles, o Ezequiel Garay, ele deu o autógrafo, esteve mesmo à minha frente, eu senti o corpo dele mesmo que não tivesse tocado nele. Mas houve uma coisa que não me sai da cabeça quatro meses depois...o olhar que trocámos. 
    Foi tão rápido mas sinto que ficámos parados no tempo, sinto que ele olhou mesmo para mim. Pode não se lembrar de mim, mas naquele momento olhou-me e sorria. Deixou-me feliz até hoje, eles deixam-me feliz, fazem-me sorrir só por existirem, mas fazem-me chorar por isto ser uma coisa tão forte que às vezes magoa, dói imenso às vezes pensar neles. Mas no fim, vem o orgulho. 
    Porque um dos meus sonhos é abraçá-los. É, nem que por uma vez na vida, tê-los nos meus braços e conseguir sentir o quão bate o coração deles, sentir o quão importante são para mim. Porque eu sonho com eles e nunca irei desistir de realizar qualquer que seja o meu sonho. Mas eles...vêm em primeiro. É por eles que sonho e é com ele que quero sorrir. Achem-me infantil, mas eu sou assim. Penso na minha família e às vezes eles fazem com que eu desista deste meu sonho, mas eles...eles, os meus ídolos, não o fazem.
    Eu quero sonhar...eu sei sonhar. E não quero desistir. 

sábado, 24 de agosto de 2013

"Amizades" e Amizades

     Devem ter reparado que não andei a escrever nada por aqui, mas estive de férias, sem acesso à Internet. Depois de me ter andado a actualizar no mundo, chegou a altura de actualizar este blog. Poderia ter mil e uma coisas para escrever, pensei em mais que uma e só agora é que decidi sobre o que é que vou falar. 
     Amizades. 
     Expectativa: começam quando menos se espera, criam-se laços bonitos, partilham-se conversas e momentos que só com essa pessoa fazem sentido. Chamamos de melhor amigo/a a alguém e essa pessoa a nós. Sabemos perfeitamente que ela está lá para nós a qualquer hora do dia, que ela nos irá ouvir. 
     Realidade: começam quando menos se espera, criam-se laços bonitos, partilham-se conversas e momentos que só com essa pessoa fazem sentido. Chamamos de melhor amigo/a a alguém e essa pessoa a nós. Pensamos saber que ela está lá para nós a qualquer hora do dia, pensando que nos está a ouvir. Quando menos esperamos algo acontece e as atitudes mudam. E quando nos apercebemos descobrimos que, afinal, aquela pessoa não é bem assim. 
     Ao longo da minha vida, que parece que ainda ontem começou, as desilusões neste campo são mais que muitas. Ora são aquelas que começaram no jardim de infância ou as que começaram de repente. Já me senti a ser usada por "amigas", por pessoas que julguei que fossem mesmo minhas amigas. Eramos um grupo de quatro. Elas continuam as três e eu fiquei sozinha do nada, não entendendo o porque. Mas, talvez, tenha sido o melhor que me aconteceu. Vejo que as nossas personalidades são bastante diferentes e que não sei se não lhes diria umas quantas coisas mesmo estando com elas.
     Mas depois...depois existem amizades que acontecem quando menos se esperam. 
     Graças aos mundo das fics, conheci pessoas de outro mundo. Devem ser de Marte, ou de Neptuno, mas existem e são bem reais. Conheço-as virtualmente. Só estive com uma delas até agora, mas fazem-me sentir melhor do que as que já estiveram comigo. E na faculdade? Também conheci um grupo de pessoas fantásticas. Riu-me imenso com elas e vamos partilhar mais anos juntas o que me faz pensar que poderei ter grandes amigas a meu lado. 
     A pergunta é: Como é que pessoas que até agora estavam escondidas, me fazem melhor do que aquelas que estão comigo todos os dias? 
     Outra pergunta é: Como é que eu, falando com duas ou três pessoas em particular me sinto melhor do que a falar com os meus pais?

terça-feira, 16 de julho de 2013

Noitada

      Eram 01h50 quando desliguei o computador esta noite. O Facebook estava desligado, o Twitter também. O Skype aberto, mas o que me motivou a ficar à frente da maquina foi o facto de ter de tratar da renovação da bolsa de estudos para a faculdade...e como não tenho ninguém que o faça por mim... Não entendo é o monte de defeitos que eles metem, ou no tamanho do ficheiro que se carrega ou porque me faltou um acento numa palavra. Enfim...é o Estado. 
      Quando me fui deitar o sono não vinha e a minha linda cabeça viajou para lá das quatro paredes do meu quarto. Viajou para lá da minha rua. Para lá da freguesia. Foi para longe...mas não tão longe quanto isso. Foi até ele.
      Todos já ouvimos falar na mais que típica paixoneta de verão, ou não? Pois...acho que não sou a única. E todos sabemos que essas típicas paixonetas são algo com pés, mas sem cabeça. Beijos para um lado e amassos para o outro. Curtição e mais curtição. Copos cheios e um monte de coisas que não nos lembramos. 
     Pois bem...a minha paixoneta de verão não é nada disto. É tudo ao contrário. 
     1. Começa por não ser uma paixoneta de verão e...ser mais uma paixão de verão. Não é uma pessoa que me marca numa noite, é uma pessoa que me marcou de manhã à noite;
     2. É uma coisa sem pés, nem cabeça porque eu não consigo dar passos em direcção a ele, nem consigo olhar na sua direcção quando olha para mim;
     3. O mais natural numa coisa de verão é: falarem com o rapaz/rapariga, saberem o seu nome, o que é que gostam de beber, de fazer, a idade e o número de telefone. Não se entra em grandes pormenores, mas que se sabe alguma coisa...sabe-se. Pois...como a minha é toda ao contrário, eu não sei nada. Sou frustrada por isso. Troquei dois dedos de conversa com ele porque arriscou a vida dele para salvar pessoas no mar da praia e a minha mãe começou a falar com ele e eu fui atrás. Mas de resto...nada sei. 
     Ontem, depois de tanta burocracia e nervos com a coisa da bolsa, não consegui adormecer e lá fui eu pensar em tudo. 
     Como ele anda.
     Como ele se senta.
     Como ele mexe no cabelo.
     Como ele tem frio nos dias nublados.
     Como ele se mete dentro de água para salvar pessoas.
     Como ele fala.
     Como ele ri.
     Como ele dá aquelas gargalhadas.
     Como ele olha o mar.
     Como ele me olha.
     Pensei nele e na falta que me faz em dois dias. Não estive nem de longe, nem de perto dentro de uma curte de verão, mas estou apaixonada. Sei que não sou louca para ficar vidrada numa pessoa e simplesmente ser pelo aspecto. É por todo o conjunto dele.

     Pensar no que não me deixa avançar e ir falar com ele: a minha timidez, a minha insegurança, a minha falta de auto-estima, o facto de ele ser um rapaz que está o dia inteiro na praia e lhe passam centenas de raparigas pelos olhos, o facto de eu ser eu. Cheia de problemas comigo mesma. 
     Não sei, mas penso que não serei a única assim. Se for...o problema é mesmo meu. Sou anormal por não conseguir dar o primeiro passo? Não! Porque tenho de ser eu? E porque é que têm de ser a outra pessoa? Tudo perguntas que ainda hoje não sei responder. 
     
     Foi uma noite longa, mas toda passada com ele. O rapaz de quem eu gosto. O rapaz de quem eu não sei nada.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

A primeira Mensagem

     Antes de mais: olá! 
     É a minha primeira mensagem aqui no blog e, talvez, a mais complicada de escrever. 
     Nunca me tinha aventurado neste projecto porque sabia que não estava preparada para falar de certos assuntos mas, hoje, dia 15 de Julho de 2013, sei que o consigo fazer, que é uma coisa que quero muito fazer. 
     Talvez já tenham lido algo meu, se forem adeptas de fanfic's, mas não é disso que venho aqui falar. Neste espaço o que pretendo fazer é expulsar certos pensamentos que tenho para mim, desabafar certos sentimentos, reflectir sobre os mais diversos acontecimentos do mundo que nos rodeia.
     Digo que a primeira mensagem seja a mais complicada de elaborar porque...é a que vos falo de mim. É óbvio que daqui para a frente muita coisa será revelada. Irei partilhar convosco gostos, sentimento, pensamentos que darão para me conhecerem melhor. Pretendo melhorar a minha escrita ao longo das mensagens e, se alguma vez vos parecer confuso, é porque é assim que eu sou. 
     Sou uma pessoa confusa. 
     Confusa comigo mesma, confusa com os outros.
     Nada do que faço me sai como o esperado...pelo menos no primeiro instante. Quando quero muito uma coisa...eu tento tê-la, mas quase nunca acontece. Sorte? Azar? É simplesmente a minha confusão. Não sinto que seja uma coitadinha, porque se o fosse teria muito mais que o que tenho. Aqueles que se fazem de coitadinhos conseguem coisas que nem os verdadeiramente coitadinhos conseguem.
     Sou uma pessoa estranha.
     Sou estranha na minha fisionomia, estranha na maneira de ser.
     Tento que isso não se mostre muito, não quero que pensem que sou uma esquisitinha que nem sabe distinguir uma árvore de um arbusto. Sei distingui-los e sei que nunca se lhes deve cortar a raiz. O que é que acontece? Morrem. 
     Aqui...é como o nome do blog, estou num sitio para além do arco-íris. Dizem que existe o pote de moedas douradas mas, para mim, no fim do arco-íris existe: 
     - Um Amor verdadeiro;
     - A real Felicidade;
     - Paz de espirito;
     - A Esperança por um mundo melhor;
     - O Refúgio da minha vida;
     - O Segredo por revelar. 
     No fim do arco-íris teria tudo aquilo que existe lá (para mim) mas, como nunca se sabe ao certo onde o arco-íris termina, nem onde começa, vivo no meio dele. Vivo no meio procurando equilibrar o que não me pertence e o que quero que pertença. Procurando o que não tenho e o que quero ter. Procurando a Felicidade e deixando para trás coisas, pessoas, momentos e frustrações. 

     Aqui, em Somewhere Over The Rainbow quero falar da minha vida. Não no sentido "Hoje acordei, levantei-me fui tomar o pequeno-almoço que foi uma taça de cerais, depois fui tomar duche e vesti-me. Sai para a rua e fui dar uma volta. Depois vim almoçar, fui às aulas e quando o fim do dia chegou adormeci." NADA DISTO! 
    Quero reflectir sobre um momento, algo que me tenha feito pensar e que me tenha feito vir aqui. Serão os momentos do meu presente, do meu passado e do meu futuro que me farão vir aqui. Serão sentimentos puros, reflexões confusas ou então nem por isso, frustrações, preocupações, alegrias, amores, paixões. Serei...eu, só eu e tudo o que me rodeia.
     Pessoas...irão surgir pessoas ao longo das mensagens, mas serão tratadas sem nomes. Ou são o X ou são o cão, o gato, o piriquito, o amor, o amigo, a amiga, a gaja que usava a saia que afinal era um cinto. 

     Espero contar com alguém desse lado. E, desse lado, espero contar com a vossa compreensão pelo que escrevo ou então porque têm uma opinião totalmente diferente da minha. Será um espaço aberto aos vossos comentários, até para não me sentir a única pessoa em Somewhere Over The Rainbow. 
     
Cá vos espero,
Somewhere Over The Rainbow.