terça-feira, 16 de julho de 2013

Noitada

      Eram 01h50 quando desliguei o computador esta noite. O Facebook estava desligado, o Twitter também. O Skype aberto, mas o que me motivou a ficar à frente da maquina foi o facto de ter de tratar da renovação da bolsa de estudos para a faculdade...e como não tenho ninguém que o faça por mim... Não entendo é o monte de defeitos que eles metem, ou no tamanho do ficheiro que se carrega ou porque me faltou um acento numa palavra. Enfim...é o Estado. 
      Quando me fui deitar o sono não vinha e a minha linda cabeça viajou para lá das quatro paredes do meu quarto. Viajou para lá da minha rua. Para lá da freguesia. Foi para longe...mas não tão longe quanto isso. Foi até ele.
      Todos já ouvimos falar na mais que típica paixoneta de verão, ou não? Pois...acho que não sou a única. E todos sabemos que essas típicas paixonetas são algo com pés, mas sem cabeça. Beijos para um lado e amassos para o outro. Curtição e mais curtição. Copos cheios e um monte de coisas que não nos lembramos. 
     Pois bem...a minha paixoneta de verão não é nada disto. É tudo ao contrário. 
     1. Começa por não ser uma paixoneta de verão e...ser mais uma paixão de verão. Não é uma pessoa que me marca numa noite, é uma pessoa que me marcou de manhã à noite;
     2. É uma coisa sem pés, nem cabeça porque eu não consigo dar passos em direcção a ele, nem consigo olhar na sua direcção quando olha para mim;
     3. O mais natural numa coisa de verão é: falarem com o rapaz/rapariga, saberem o seu nome, o que é que gostam de beber, de fazer, a idade e o número de telefone. Não se entra em grandes pormenores, mas que se sabe alguma coisa...sabe-se. Pois...como a minha é toda ao contrário, eu não sei nada. Sou frustrada por isso. Troquei dois dedos de conversa com ele porque arriscou a vida dele para salvar pessoas no mar da praia e a minha mãe começou a falar com ele e eu fui atrás. Mas de resto...nada sei. 
     Ontem, depois de tanta burocracia e nervos com a coisa da bolsa, não consegui adormecer e lá fui eu pensar em tudo. 
     Como ele anda.
     Como ele se senta.
     Como ele mexe no cabelo.
     Como ele tem frio nos dias nublados.
     Como ele se mete dentro de água para salvar pessoas.
     Como ele fala.
     Como ele ri.
     Como ele dá aquelas gargalhadas.
     Como ele olha o mar.
     Como ele me olha.
     Pensei nele e na falta que me faz em dois dias. Não estive nem de longe, nem de perto dentro de uma curte de verão, mas estou apaixonada. Sei que não sou louca para ficar vidrada numa pessoa e simplesmente ser pelo aspecto. É por todo o conjunto dele.

     Pensar no que não me deixa avançar e ir falar com ele: a minha timidez, a minha insegurança, a minha falta de auto-estima, o facto de ele ser um rapaz que está o dia inteiro na praia e lhe passam centenas de raparigas pelos olhos, o facto de eu ser eu. Cheia de problemas comigo mesma. 
     Não sei, mas penso que não serei a única assim. Se for...o problema é mesmo meu. Sou anormal por não conseguir dar o primeiro passo? Não! Porque tenho de ser eu? E porque é que têm de ser a outra pessoa? Tudo perguntas que ainda hoje não sei responder. 
     
     Foi uma noite longa, mas toda passada com ele. O rapaz de quem eu gosto. O rapaz de quem eu não sei nada.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

A primeira Mensagem

     Antes de mais: olá! 
     É a minha primeira mensagem aqui no blog e, talvez, a mais complicada de escrever. 
     Nunca me tinha aventurado neste projecto porque sabia que não estava preparada para falar de certos assuntos mas, hoje, dia 15 de Julho de 2013, sei que o consigo fazer, que é uma coisa que quero muito fazer. 
     Talvez já tenham lido algo meu, se forem adeptas de fanfic's, mas não é disso que venho aqui falar. Neste espaço o que pretendo fazer é expulsar certos pensamentos que tenho para mim, desabafar certos sentimentos, reflectir sobre os mais diversos acontecimentos do mundo que nos rodeia.
     Digo que a primeira mensagem seja a mais complicada de elaborar porque...é a que vos falo de mim. É óbvio que daqui para a frente muita coisa será revelada. Irei partilhar convosco gostos, sentimento, pensamentos que darão para me conhecerem melhor. Pretendo melhorar a minha escrita ao longo das mensagens e, se alguma vez vos parecer confuso, é porque é assim que eu sou. 
     Sou uma pessoa confusa. 
     Confusa comigo mesma, confusa com os outros.
     Nada do que faço me sai como o esperado...pelo menos no primeiro instante. Quando quero muito uma coisa...eu tento tê-la, mas quase nunca acontece. Sorte? Azar? É simplesmente a minha confusão. Não sinto que seja uma coitadinha, porque se o fosse teria muito mais que o que tenho. Aqueles que se fazem de coitadinhos conseguem coisas que nem os verdadeiramente coitadinhos conseguem.
     Sou uma pessoa estranha.
     Sou estranha na minha fisionomia, estranha na maneira de ser.
     Tento que isso não se mostre muito, não quero que pensem que sou uma esquisitinha que nem sabe distinguir uma árvore de um arbusto. Sei distingui-los e sei que nunca se lhes deve cortar a raiz. O que é que acontece? Morrem. 
     Aqui...é como o nome do blog, estou num sitio para além do arco-íris. Dizem que existe o pote de moedas douradas mas, para mim, no fim do arco-íris existe: 
     - Um Amor verdadeiro;
     - A real Felicidade;
     - Paz de espirito;
     - A Esperança por um mundo melhor;
     - O Refúgio da minha vida;
     - O Segredo por revelar. 
     No fim do arco-íris teria tudo aquilo que existe lá (para mim) mas, como nunca se sabe ao certo onde o arco-íris termina, nem onde começa, vivo no meio dele. Vivo no meio procurando equilibrar o que não me pertence e o que quero que pertença. Procurando o que não tenho e o que quero ter. Procurando a Felicidade e deixando para trás coisas, pessoas, momentos e frustrações. 

     Aqui, em Somewhere Over The Rainbow quero falar da minha vida. Não no sentido "Hoje acordei, levantei-me fui tomar o pequeno-almoço que foi uma taça de cerais, depois fui tomar duche e vesti-me. Sai para a rua e fui dar uma volta. Depois vim almoçar, fui às aulas e quando o fim do dia chegou adormeci." NADA DISTO! 
    Quero reflectir sobre um momento, algo que me tenha feito pensar e que me tenha feito vir aqui. Serão os momentos do meu presente, do meu passado e do meu futuro que me farão vir aqui. Serão sentimentos puros, reflexões confusas ou então nem por isso, frustrações, preocupações, alegrias, amores, paixões. Serei...eu, só eu e tudo o que me rodeia.
     Pessoas...irão surgir pessoas ao longo das mensagens, mas serão tratadas sem nomes. Ou são o X ou são o cão, o gato, o piriquito, o amor, o amigo, a amiga, a gaja que usava a saia que afinal era um cinto. 

     Espero contar com alguém desse lado. E, desse lado, espero contar com a vossa compreensão pelo que escrevo ou então porque têm uma opinião totalmente diferente da minha. Será um espaço aberto aos vossos comentários, até para não me sentir a única pessoa em Somewhere Over The Rainbow. 
     
Cá vos espero,
Somewhere Over The Rainbow.