Eram 01h50 quando desliguei o computador esta noite. O Facebook estava desligado, o Twitter também. O Skype aberto, mas o que me motivou a ficar à frente da maquina foi o facto de ter de tratar da renovação da bolsa de estudos para a faculdade...e como não tenho ninguém que o faça por mim... Não entendo é o monte de defeitos que eles metem, ou no tamanho do ficheiro que se carrega ou porque me faltou um acento numa palavra. Enfim...é o Estado.
Quando me fui deitar o sono não vinha e a minha linda cabeça viajou para lá das quatro paredes do meu quarto. Viajou para lá da minha rua. Para lá da freguesia. Foi para longe...mas não tão longe quanto isso. Foi até ele.
Todos já ouvimos falar na mais que típica paixoneta de verão, ou não? Pois...acho que não sou a única. E todos sabemos que essas típicas paixonetas são algo com pés, mas sem cabeça. Beijos para um lado e amassos para o outro. Curtição e mais curtição. Copos cheios e um monte de coisas que não nos lembramos.
Pois bem...a minha paixoneta de verão não é nada disto. É tudo ao contrário.
1. Começa por não ser uma paixoneta de verão e...ser mais uma paixão de verão. Não é uma pessoa que me marca numa noite, é uma pessoa que me marcou de manhã à noite;
2. É uma coisa sem pés, nem cabeça porque eu não consigo dar passos em direcção a ele, nem consigo olhar na sua direcção quando olha para mim;
3. O mais natural numa coisa de verão é: falarem com o rapaz/rapariga, saberem o seu nome, o que é que gostam de beber, de fazer, a idade e o número de telefone. Não se entra em grandes pormenores, mas que se sabe alguma coisa...sabe-se. Pois...como a minha é toda ao contrário, eu não sei nada. Sou frustrada por isso. Troquei dois dedos de conversa com ele porque arriscou a vida dele para salvar pessoas no mar da praia e a minha mãe começou a falar com ele e eu fui atrás. Mas de resto...nada sei.
Ontem, depois de tanta burocracia e nervos com a coisa da bolsa, não consegui adormecer e lá fui eu pensar em tudo.
Como ele anda.
Como ele se senta.
Como ele mexe no cabelo.
Como ele tem frio nos dias nublados.
Como ele se mete dentro de água para salvar pessoas.
Como ele fala.
Como ele ri.
Como ele dá aquelas gargalhadas.
Como ele olha o mar.
Como ele me olha.
Pensei nele e na falta que me faz em dois dias. Não estive nem de longe, nem de perto dentro de uma curte de verão, mas estou apaixonada. Sei que não sou louca para ficar vidrada numa pessoa e simplesmente ser pelo aspecto. É por todo o conjunto dele.
Pensar no que não me deixa avançar e ir falar com ele: a minha timidez, a minha insegurança, a minha falta de auto-estima, o facto de ele ser um rapaz que está o dia inteiro na praia e lhe passam centenas de raparigas pelos olhos, o facto de eu ser eu. Cheia de problemas comigo mesma.
Não sei, mas penso que não serei a única assim. Se for...o problema é mesmo meu. Sou anormal por não conseguir dar o primeiro passo? Não! Porque tenho de ser eu? E porque é que têm de ser a outra pessoa? Tudo perguntas que ainda hoje não sei responder.
Foi uma noite longa, mas toda passada com ele. O rapaz de quem eu gosto. O rapaz de quem eu não sei nada.
Olá!
ResponderEliminarJá tinha lido a algumas horas mas fiquei na duvida se havia de comentar.
Decidi comentar só para dizer que percebi o que escreves-te porque passei por uma situação idêntica mas talvez com uma diferença no tamanho dos sentimentos. Acho eu, mas também a minha situação é recente e ainda a estou a processar.
Por fim, só quero dizer: Força! Continua!
Olá!
ResponderEliminarBem, só agora vi o teu novo espaço, e segui logo! E agora que li as duas publicações... Identifico-me muito mesmo com tudo! Estivemos a falar através de alguns comentários no facebook, mas não pensei que me identificasse tanto... contigo, e com isto. Por isso, com toda a certeza, vou seguir, acompanhar, apoiar-te, se quiseres e precisares.
Beijinhos*
Mónica